XI
"deixa nus os ombros e os seios livres ao silencio da minha boca"
Queria ter asas, de corvo para me disfarçar na noite, ir buscar-te e trazer-te para o escuro onde incenso untaria a penumbra.
Beber o teu sangue, devorar a carne.
Dar-te o meu a beber , devorares a minha,
sem a aflição do pecado que só pune os crentes, eu creio no demónio que quer ser saciado.
Enlameados, arderá a noite, arderá o incenso onde morreremos.
Restarão as nossas cinzas quando chegar a água do dia,
até uma outra noite, que queiramos ter asas para morrer.
XII
"Ecce deus fortior me, qui veniens dominatibur mihi"
Lava-me as feridas e sela-as com fogo.
Ampara-me a carne com o mesmo ferro que a rasgou.
Era longo o meu tormento, quando moribundo tuas mãos me encontraram.
Deviam ter-me entregue á morte,
maior é o tormento desde que te vi.
Saras as feridas que teus olhos vêem
mas o meu coração coagulou.
"deixa nus os ombros e os seios livres ao silencio da minha boca"
Queria ter asas, de corvo para me disfarçar na noite, ir buscar-te e trazer-te para o escuro onde incenso untaria a penumbra.
Beber o teu sangue, devorar a carne.
Dar-te o meu a beber , devorares a minha,
sem a aflição do pecado que só pune os crentes, eu creio no demónio que quer ser saciado.
Enlameados, arderá a noite, arderá o incenso onde morreremos.
Restarão as nossas cinzas quando chegar a água do dia,
até uma outra noite, que queiramos ter asas para morrer.
XII
"Ecce deus fortior me, qui veniens dominatibur mihi"
Lava-me as feridas e sela-as com fogo.
Ampara-me a carne com o mesmo ferro que a rasgou.
Era longo o meu tormento, quando moribundo tuas mãos me encontraram.
Deviam ter-me entregue á morte,
maior é o tormento desde que te vi.
Saras as feridas que teus olhos vêem
mas o meu coração coagulou.