No lodo de sangue,
o teu corpo.
Os olhos perdidos procuram os meus,
na pele branca traço livre, vermelho
ferida aberta na carne maltratada.
Bebo do lodo ainda quente
o sabor,
que na maldição
muitas vezes apaziguou o meu desassossego.
Fecho a boca, e na carne
rasgo a veia fria e disposta.
Verto o meu sangue em teus lábios
ainda vermelhos, abertos,
lágrimas minhas na tua boca,
o teu corpo.
Os olhos perdidos procuram os meus,
na pele branca traço livre, vermelho
ferida aberta na carne maltratada.
Bebo do lodo ainda quente
o sabor,
que na maldição
muitas vezes apaziguou o meu desassossego.
Fecho a boca, e na carne
rasgo a veia fria e disposta.
Verto o meu sangue em teus lábios
ainda vermelhos, abertos,
lágrimas minhas na tua boca,
lingua de sangue,
na despedida
o teu derradeiro expirar
prova-me pela última vez.
o teu derradeiro expirar
prova-me pela última vez.
