7 de janeiro de 2007

Verbunt Agoniae Daemoniacum Epillogus Sanguiniuum


"Estirpe miserável e efémera, filhos do acaso e da fadiga, porque me obrigas a dizer-te o que para ti é mais proveitoso não ouvir? O melhor é para ti totalmente inatingivel: não haver nascido, não ser nada, nada ser. Mas a segunda coisa melhor para ti é morrer em breve"



Pendura-me nos espinhos que te dei
e deixa escorrer pelos vertices
o meu sangue
deixa-o pingar.
Lança-o á noite,
e que esta me traga o corvo,
e o lobo não se acanhe.

que não seja fugaz vossa presença.
e meus olhos devorados
e minha carne mastigada,

que venha por fim o vampiro
para o derradeiro cálice.
e a ti, peço-te
...não chores os meus restos
não guardes as sobras.
Deixa ser lento o meu expirar
Dor maior
sou eu.